Mais carga em cima do povo

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Governo fala em cortar gastos, fazer economia, diminuir a máquina burocrática, reduzir ministérios, extinguir milhares de cargos em comissão. Duvido.

Mais fácil será aumentar impostos e criar outros, como a CPMF, com outro nome. É só esperar pra ver.

Falam sem dó e misericórdia, que vão congelar salários de servidores, não dar aumentos a aposentados, reduzir investimentos no programa Minha Casa, Minha Vida, diminuir verbas para a Educação e a Saúde.

Por que não falam em reduzir os salários dos parlamentares e acabar com suas mordomias?

Vereadores jamais poderiam ganhar até 90 mil reais por mês, deputados e senadores 150 mil reais, enquanto um trabalhador comum recebe em média cinco mil reais, quando não está desempregado.

Para sentir como sofre um trabalhador, políticos deveriam pelo menos uma vez por semana utilizar o transporte público, andar de ônibus e metrô para ver como é deprimente.

Vereadores deveriam pelo menos uma vez marcar consultas no Centro de Saúde de seu bairro, tentar um atendimento em UPA e tentar uma internação num hospital público para sentir na pele a humilhação da impotência.

Deputados e senadores deveriam ser obrigados a matricular seus filhos nas escolas públicas de suas cidades para verem como anda a qualidade do ensino no Brasil.

Se fizerem isso, duvido que tenham coragem de parcelar salários de servidores, propor novos aumentos de impostos, e até quem sabe, se tiverem caráter, ter vergonha de receberem seus polpudos salários.

economia educação gastos impostos mordomias salários saúde
Guilherme Cardoso
Guilherme Cardoso
Jornalista diplomado, idade acima de 60, pós-graduado em Docência e Gestão do Ensino Superior, mestre em Administração, escritor com sete livros publicados, um Contador de Casos, otimista, sonhador e articulador em Minas Gerais do Movimento pelo Imposto Único, que acredita, um dia se tornará realidade.

Faça seus comentários abaixo: